De fato, não sei se praticar o certo pode ser o melhor pra mim. Certo tempo atrás, me perguntaram:“Será que Deus, verdadeiramente existe?”. Fiquei pensando naquilo, horas e mais horas, até chegar há uma conclusão. Conclusão essa, que servia como resposta, para a pergunta que o senhor tinha me feito. Procurei o senhor nas ruas de Londres, até encontra-lo, caminhei, caminhei e não encontrei o senhor da quinta-feira passada. Fui até a praça e sentei no mesmo banco da semana passada, o senhor que passou na última quinta, passou por alí de novo, com a mesma roupa, o mesmo olhar, andando do mesmo jeito. Ele estava vindo em minha direção, quando disse:“Espero que tenha encontrado a resposta”. Então eu respondi:“A resposta para a sua pergunta é não, acho que ele não existe, rezei, rezei e nunca aconteceu nenhum milagre na minha vida”. Ele então sorriu e foi embora, como dá última vez que o vi. No outro dia, eu acordei meio estranho, sem vontade de fazer nada, acordei com uma dor imenssa dentro do peito. Comecei a me debruçar na mesa, caindo devagar, meus olhos foram se fechando, lágrimas de dor foram caindo, eu já não estava dentro de si. Fui para o hospital, chegando lá, tomei vários remédios, várias pilulas, capsulas, injeções. Fiquei três dias em coma profundo. No horário de visitas, eu não criei muitas expectativas, porque sabia que eu não ia receber ninguém mesmo. Derrepente o senhor da praça entra no quarto, sorrindo, ele havia perguntado se eu estava “bem”, mais eu nem respondi, fiquei em silêncio, achei melhor assim. Ele colocou as duas mãos sobre minha cabeça e pediu para que eu fechasse os olhos e ter um pouco de fé … quando abri os olhos eu estava de pé no quarto do hospital e o senhor já não estava mais lá. Do lado da cabeceira da cama, havia um bilhete dizendo:“Tá vendo, Deus existe, basta você ter fé e acreditar um pouco mais em si”. (conde-nados)
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